Emergência e Primeiro Socorros

EMERGÊNCIA E PRIMEIROS SOCORROS
FOSFINA
1. Os primeiros sintomas de intoxicação com fosfina são dores de cabeça, fadiga, sonolência, tremores, náuseas, dificuldade de respiração, vômitos, diarréia e secura na boca. Em qualquer caso de intoxicação, procure orientação médica imediatamente. Para melhores cuidados, a vítima deve ser levada a um médico ou hospital, juntamente com a embalagem do produto.
2. Em casos de inalação do gás ou da poeira dos comprimidos, pastilhas ou sachet: levar a pessoa para um local com ar fresco e arejado. Mantenha a pessoa aquecida e em posição que garanta uma livre respiração. Caso a respiração tenha parado, fazer respiração boca-a-boca ou proceder a qualquer outro meio de ressuscitação. Não dê nada por via oral a uma pessoa inconsciente.
 
3. Em casos onde a pastilha, o comprimido ou pó do sachet tenham sido engolidos: beba ou administre um ou dois copos de água e não provoque vômito.
4. Em casos onde a pastilha, o comprimido ou pó do sachet entrem em contato com a pele ou roupa: lave a área contaminada com sabão e água em abundância. Roupas devem ser escovadas ou batidas e colocadas em seguida em área bem ventilada antes de serem lavadas. Não deixe roupas ou sapatos contaminados em locais fechados como carro, quartos de hotel, banheiros, armários, etc.
 
5. Em casos onde a pastilha, o comprimido ou pó do sachet entrem em contato com os olhos: lave-os com água em abundância, e em seguida procure cuidados médicos.
TRATAMENTO DE EMERGÊNCIA PROPOSTO PELO
DEPARTAMENTO MÉDICO DA BERNARDO QUÍMICA
1. Envolvimento de pessoas: Levar o acidentado para um local arejado. Retirar as roupas contaminadas. Lave as partes do corpo atingidas com água em abundância e sabão. Se o acidentado estiver inconsciente e não respirar mais, praticar respiração artificial ou oxigenação. Em caso de contato com os olhos, lave-os com água em abundância. Em caso de ingestão, o vômito não deverá ser provocado, entretanto é possível que ocorra espontaneamente, deite o paciente de lado para evitar que aspire resíduo. Encaminhe ao serviço médico.
2. Ingestão: Não provoque vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado. Procure um médico imediatamente.
 
ATENÇÃO: Nunca dê algo por via oral para uma pessoa inconsciente.
 
3. Inalação: Remova a pessoa para local arejado. Se não estiver respirando, faça respiração artificial e chame o serviço médico imediatamente.
 
4. Contato com a pele: Lave imediatamente a área afetada com água em abundância e sabão. Remova as roupas contaminadas. Ocorrendo efeitos/sintomas, consulte um médico. Lave as roupas contaminadas antes de reutilizá-las e descarte os sapatos contaminados.
5. Contato com os olhos: Lave-os imediatamente com água em abundância. Consulte um médico oftalmologista assim que possível.
 
6. Proteção para os prestadores de primeiros socorros: Evitar contato cutâneo e inalatório com o produto durante o processo. Não faça respiração boca-a-boca caso a vítima tenha inalado ou ingerido o produto. Para estes casos, utilize máscara ou outro sistema de respiração adequado.
 
7. Tratamento médico de emergência: Os vapores são extremamente irritantes. Se a vítima não estiver respirando adequadamente, aplique ventilação mecânica. Não existe antídoto específico, o tratamento deverá ser sintomático e de suporte. A lavagem gástrica estará indicada em casos de ingestões, o mais precocemente possível. A neutralização com Permanganato de Potássio classicamente descrita é controvertida. Administrar oxigênio, manter o paciente com monitorização cardíaca e corrigir hipocalcemia e hipomagnesemia. Medidas de combate ao choque, correção da acidose metabólica e outras medidas para edema pulmonar, assim como digitálicos e diuréticos deverão ser adotadas. Recente experiência na Índia sugere que a terapia com sulfato de magnésio pode diminuir a incidência de casos fatais. O mecanismo não é claro, mas provavelmente é devido às propriedades estabilizantes de membrana do magnésio protegendo o coração de arritmias fatais.  Em uma série de 90 pacientes, o sulfato de magnésio aparentemente diminuiu a mortalidade de 90% para 52%. A dose de sulfato de magnésio é 3 gramas durante as primeiras 3 horas em infusão contínua, seguido de 6 gramas a cada 24 horas por 3 a 5 dias.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES AO MÉDICO
As intoxicações em seres humanos são resultantes da ação do gás fosfina absorvido. Esta absorção dá-se, sobretudo pela via inalatória, ou ainda pela via digestiva nos casos de ingestões intencionais (tentativas de suicídio) ou acidentais. A fosfina não é absorvida através da pele intacta. A fosfina é prontamente absorvida através dos pulmões produzindo sintomas precoces no cérebro e fígado, sugerindo que seja rapidamente distribuída pelo menos para estes órgãos.
 
Após a exposição máxima, a fosfina é excretada no ar expirado e parte é oxidada para íons fosfeto e hipofosfeto, que são excretados na urina. O mecanismo de ação tóxica não está bem estabelecido, mas possivelmente seja através da fosforilação de enzimas.
 
A sintomatologia da intoxicação pelo fosfeto de alumínio é inicialmente gastrointestinal (quando o produto é ingerido) com dores abdominais, vômitos e diarréia abundante às vezes sanguinolenta. Em seguida, surgem os sintomas habituais da intoxicação por fosfina que são irritação das vias aéreas e edema pulmonar associado ao poder irritativo da fosfina. Distúrbios de repolarização, de condução, e de excitabilidade cardíaca, hipotensão resultante da toxicidade cardíaca direta do fósforo, sangramento digestivo, hipocalcemia e hipomagnesemia secundárias a hiperfosfatemia induzida pela oxidação do fósforo; acidose metabólica (ou mista em caso de edema agudo de pulmão); alterações hepáticas e tubulares renais.
O diagnóstico de envenenamento por fosfina é normalmente baseado na história de exposição e nas manifestações clínicas. É feito baseado em evidências de exposição ao fosfeto de alumínio (ingestão intencional ou acidental) ou fosfina (inalação); as análises toxicológicas qualitativas confirmam o diagnóstico e os testes quantitativos podem ser utilizados para avaliar a severidade da intoxicação bem como seu prognóstico. 
BROMETO DE METILA
1. Os primeiros sintomas de intoxicação com fosfina são dores de cabeça, fadiga, sonolência, tremores, náuseas, dificuldade de respiração, vômitos, diarréia e secura na boca. Em qualquer caso de intoxicação, procure orientação médica imediatamente. Para melhores cuidados, a vítima deve ser levada a um médico ou hospital, juntamente com a embalagem do produto.
 
Principais Sintomas: O Brometo de Metila pode causar o aparecimento de: Sintomas cutâneos: queimaduras químicas com vermelhidão, prurido e lesões bolhosas reversíveis em 2 a 3 semanas. Sintomas sistêmicos; manifestações respiratórias: dispnéia seguida de edema pulmonar. Manifestações digestivas: náuseas, vômitos e distúrbios hepáticos. Manifestações neurológicas tipo encefalopatia tóxica (formigamentos, cefaleia, vertigens, distúrbios visuais e desorientação temporo-espacial, a evolução pode ser para o óbito ou recuperação com sequelas neuropsíquicas). A Cloropicrina é um poderoso irritante com efeitos observados sobre a superfície corporal, é corrosiva à pele. Pode causar edema pulmonar, fadiga, náuseas e vômitos.
2. Medidas de Primeiros Socorros: levar a pessoa para um local com ar fresco e arejado e retirar as roupas contaminadas. Lavar as partes do corpo atingidas com água em abundância e sabão. Mantenha a pessoa aquecida e em posição que garanta uma livre respiração. Caso a respiração tenha parado, fazer respiração boca-a-boca ou proceder a qualquer outro meio de ressuscitação. Não dê nada por via oral a uma pessoa inconsciente.
3. Em casos em que tenha ocorrido a inalação do gás, remover a pessoa para local arejado. Se não estiver respirando, faça respiração artificial. Se respirar com dificuldade, consultar um médico imediatamente. Não aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto. Utilizar um intermediário ou Ambulatório para realizar o procedimento.
4. Caso tenha havido contato do gás com a pele lavar imediatamente a área afetada com água em abundância e sabão. Remover as roupas contaminadas.
5. Quando ocorrer contato do gás com os olhos, lavá-los imediatamente com água em abundância. Consultar um médico.
6. Em casos onde o gás tenha sido ingerido não provocar vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado, deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos. Procurar um médico imediatamente. ATENÇÃO: nunca dê algo por via oral para uma pessoa inconsciente. beba ou administre um ou dois copos de água e não provoque vômito.
7. Proteção para os prestadores de primeiros socorros: evitar contato cutâneo e inalatório com o produto durante o processo.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES AO MÉDICO
 Não há antídoto específico. Aplicar tratamento sintomático. Descontaminação da pele e olhos deverá ser realizada com soro fisiológico, não utilizar pomadas ou cremes que dificultem a oxigenação dos tecidos atingidos. Utilizar analgésicos e antiinflamatórios comuns.
 
O contato com o gás ou gás liquefeito pode causar queimaduras, ferimentos graves e/ou flebites. Remova a vitima para o ar fresco. Se a vitima não estiver respirando, aplique respiração artificial. Não faça respiração boca-a-boca caso a vítima tenha inalado o produto.
 
Para estes casos, utilize máscara ou outro sistema de respiração adequado. Administrar oxigênio, Manter o paciente com monitorização cardíaca e corrigir distúrbios hidroeletrolíticos. Medidas de combate ao choque, correção da acidose metabólica e outras medidas para edema pulmonar deverão ser adotadas.
No caso de acidentes envolvendo os praguicidas comercializados pela Bequisa, recomendamos  buscar informações no site da Bequisa ou na TOXICLIN®
Serviços Médicos, empresa conveniada pela BEQUISA,
para atendimento em casos de acidentes e intoxicações.

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