Fumigação em Grãos e Subprodutos

TÉCNICAS DO CONTROLE DE PRAGAS DE GRÃOS E SEMENTES
Constituindo-se de uma operação em que envolvem riscos, esta deve conter todo sentimento de profissionalismo, onde a capacitação e a consciência da atitude, são fatores determinantes para que a fumigação transcorra com eficiência e sem acidentes. Cuidados adicionais devem ser adotados para evitar riscos de “afogamento/engolfamento”. Portanto, sempre checar se a massa de grãos foi movimentada recentemente, se não está ocorrendo movimento da massa de grãos, ao lado de outras medidas de segurança.
CUIDADOS INICIAIS
Formação da Equipe. A equipe de fumigação, coordenada por um colaborador experiente, deverá ser reunida para receber as orientações necessárias para a execução do serviço, além das responsabilidades individuais de cada um. “A leitura atenta do Manual do Fabricante é obrigatória para toda a equipe”. Os colaboradores não poderão ter histórico de doenças hepáticas ou estarem sob efeitos de medicamentos, serem capacitados e estarem bem nutridos.
 
Equipamentos de Proteção Individual. Segundo as orientações do fabricante do fumigante, os EPI’s devem ser constituídos de macacão, calças compridas, camisas de mangas longas, botinas, luvas de PVC/Nitrila, capacetes, máscara, óculos de segurança e filtros adequados para Fosfina. Para as máscaras recomendamos as do tipo “semi panorâmicas”, e os filtros, os combinados para gases ácidos e vapores orgânicos. Entendemos importante salientar que os EPI’s deverão estar rigorosamente em condições adequadas de uso, particularmente os filtros e máscaras, para que permitam total segurança na operação. Os colaboradores são os responsáveis pela manutenção e a limpeza de seus EPI’s. Observar que cada fabricante estabelece o tempo de validade para os filtros. Diferentemente, para o efeito de eficácia do filtro, diante às variações das concentrações de fosfina a que são submetidos, recomendamos que se avalie a sua eficiência a partir da percepção de odor de amônia/fosfina, partindo da premissa que o respirador está corretamente fixado à face – teste de hermeticidade.
CUIDADOS GERAIS PARA A OPERAÇÃO DE FUMIGAÇÃO
  • Com antecedência de 24 horas toda a indústria ou unidade armazenadora deve ser notificada da data e local da operação de fumigação, bem como o período em que a mesma irá ocorrer.
  • Promover a sinalização da área e local com uso de “bandeiras” de sinalização.
  • Certificar-se da ausência de pessoas não autorizadas no local de fumigação e, se necessário, evacuar o local.
  • Preparar a equipe e checar responsabilidades e EPI’s.
  • Não fumar, beber ou comer durante a operação de fumigação.
  • Ler atentamente o Manual do Fabricante, observando criteriosamente suas recomendações.
  • Cuidados na abertura das embalagens de Fosfeto de Alumínio. Em se tratando de um inseticida que libera gás, o armazenamento inadequado, sob alto calor, poderá acarretar a pressurização da
    embalagem diante do aumento da pressão interna. Desta forma, recomendamos inicialmente proceder a sua despressurização no lado externo dos locais de fumigação, mediante a abertura parcial das garrafas de Fosfeto de Alumínio e posterior fechamento e, no caso das latas de saches, proceder a um pequeno furo, com o mesmo objetivo.
  • Seguir criteriosamente as recomendações de vedação necessárias para a eficiência e segurança da operação de fumigação.
    A dosagem deve ser rigorosamente observada, segundo as instruções do fabricante.
  • Atenção: “As dosagens nunca devem ser alteradas, seja para compensar eventuais vazamentos (Neste caso, recomendamos a solução do problema ou não se realizar a operação de fumigação), seja para compensar altas infestações de insetos”.
  • No caso de uso de lonas para fumigação, estas nunca devem ser de materiais reciclados (Lonas pretas) ou impróprias, apenas será permitido a utilização de lonas de PVC ou Polietileno, ambas específicas para a fumigação.
  • Durante a operação de fumigação não se recomenda o uso de pendentes de luz, apenas se os mesmos estiverem em reais condições adequadas e com protetores para lâmpadas.
  • Nenhum sistema de ventilação ou exaustão poderá estar ligado durante a operação de fumigação. Esta medida apenas deve ser adotada ao final da operação, com vistas à aeração do ambiente e, se necessário, do produto.
CUIDADOS NA OPERAÇÃO DE FUMIGAÇÃO
Seguir criteriosamente as recomendações de vedação necessárias para a eficiência e segurança da  operação de fumigação.
CONTROLE INTEGRAGO DE PRAGAS - MÉTODO FUMIGAÇÃO
  •  A dosagem deve ser rigorosamente observada, segundo as instruções do fabricante. Atenção: “As dosagens nunca devem ser alteradas, seja para compensar eventuais vazamentos (Neste caso, recomendamos a solução do problema ou não se realizar a operação de fumigação), seja para compensar altas infestações de insetos”. 
  • No caso de uso de lonas para expurgo, estas nunca devem ser de materiais reciclados (Lonas pretas), apenas será permitido a utilização de lonas de PVC ou Polietileno, ambas específicas e recomendadas para a fumigação. 
  • Durante a operação de fumigação não se recomenda o uso de pendentes de luz, apenas se os mesmos estiverem em reais condições adequadas e com protetores para lâmpadas.
  • Nenhum sistema de ventilação ou exaustão poderá estar ligado durante a operação de fumigação. Esta medida apenas deve ser adotada ao final da operação, com vistas à aeração do ambiente e, se necessário, do produto.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
O Fosfeto de Alumínio é um inseticida fumigante largamente utilizado, que libera o gás Fosfina, altamente tóxico, inodoro e incolor, com alta capacidade de expansão.
A reação acima é catalisada pela umidade presente no ar atmosférico. Portanto, quanto maior o teor de umidade presente no ambiente de fumigação, maior a velocidade de liberação da Fosfina. Por outro lado, em se tratando de um gás, quanto maior a temperatura do material ou ambiente a ser fumigado, maior a velocidade de difusão da Fosfina.

Em condições de temperaturas entre 25oC a 28oC e umidade relativa do ar entre 60% e 65%, a liberação da Fosfina se inicia por volta de duas horas após a abertura da sua embalagem, quando em contato com o ar. Por ser inodoro, o odor que se sente inicialmente é o de amônia, adicionada para, entre outras funções, servir como gás de alerta. Desta forma, os cuidados de segurança são exigidos desde o início da
operação.

O Manual Técnico do Fabricante fornece todas as orientações a serem observadas em casos de emergência, bem como os níveis (em ppm) de criticidade das concentrações de Fosfina. 
Após a reação do Fosfeto de Alumínio, é formado um pó residual composto basicamente por Hidróxido de Alumínio, que deverá ser desativado e descartado segundo as recomendações do fabricante, detalhado em recomendações na “aba” Informações Técnicas.
FUMIGAÇÃO – PROCEDIMENTOS TÉCNICOS
Consiste na aplicação de inseticidas na forma sólida (Fosfina), que em contato com o ar transforma-se em gás, promovendo a eliminação dos insetos, em todos os seus estágios de desenvolvimento, agindo no seu sistema respiratório.
A operação de fumigação, apesar de simples, deve ser sempre entendida como uma ação técnica onde parâmetros de temperatura do ar e do ambiente, umidade relativa do ar, nível e tipo de infestação, cálculo da dosagem, material para vedação e possibilidade efetiva de vedação, devem ser considerados para o seu sucesso e segurança.
Procurando atender as expectativas de eficiência e segurança total nas operações de fumigações, três condições básicas são necessárias:
E TEMPO DE EXPOSIÇÃO
VEDAÇÃO,
DOSAGEM,
Ressaltamos que estes três fatores não agem isoladamente, interagem entre si.
DOSAGEM
Ressaltamos que estes três fatores não agem isoladamente, interagem entre si.A Fosfina (PH3) é um gás de extrema capacidade de difusão, sobretudo em nossas condições climáticas, expandindo-se por todo o ambiente fumigado. Desta forma o cálculo da dosagem deve sempre ser considerado em relação ao volume de produto ou do espaço a ser fumigado, independentemente de estar completo ou não.

Obedecidos rigorosamente os fatores de vedação e tempo de exposição, a dosagem recomendada será sempre de 3,0 gramas do produto comercial (2,0 g de ingrediente ativo – PH3), por metro cúbico de produto ou espaço fumigado.
VEDAÇÃO
Em se tratando de uma operação de controle de insetos através do uso de gás, a fumigação tem como um de seus fatores limitantes a vedação, que deverá ser rigorosamente observada e atendidos os seus cuidados máximos, de modo a não permitir qualquer fuga de Fosfina, trazendo consequências de sub-dosagem, resistências de insetos, riscos de acidentes e, naturalmente, insucesso da operação.
 
Nas operações de fumigação todos os cuidados devem ser considerados, desde a avaliação de possíveis riscos de fuga de Fosfina causados por trincas, fissuras, rachaduras em pisos e paredes, calafetação das chapas dos silos metálicos, lonas plásticas inadequadas e rasgadas, cobras de areia mal posicionadas, ralos sob pilhas de sacos, bem como outras medidas observadas no momento da operação.
 
Passadas três a quatro horas do início da fumigação, tendo em vista verificar possíveis falhas de vedação, recomendamos uma checagem através do uso de equipamentos de medição de gás Fosfina, permitindo identificar e promover a correção do vazamento.
Para a fumigação de ambientes ou espaços vazios, considerando que nem todas as estruturas foram construídas adequadamente, devem-se observar maiores cuidados na vedação, de maneira a criar uma “câmara de fumigação”, obtendo a situação de “tudo fechado por fora, tudo aberto por dentro”.
TEMPO DE EXPOSIÇÃO
Embora a Fosfina apresente excelente capacidade de expansão, ela necessita de tempo para penetrar por todo local a ser fumigado, além de sua exposição direta aos diversos estágios de desenvolvimento dos insetos, permitindo a efetiva eliminação dos insetos em todos os seus estágios de desenvolvimento.
Salientamos que excepcional (e não recomendado) aumento da dosagem não significa que possamos reduzir o tempo de exposição. Maiores tempos de exposição garantirão melhores respostas da fumigação, sobretudo em níveis mais elevados de infestações e em algumas espécies de insetos.
 
Dentro deste entendimento, podemos afirmar que o tempo de exposição poderá compensar eventuais adversidades nos teores de umidade e temperatura, na ação efetiva sobre todas as formas de  desenvolvimento dos insetos e na ação sobre grandes volumes de produtos a serem fumigados.
 
Finalizada a fumigação e terminado o tempo de exposição, recomendamos que o produto ou espaço fumigado seja aerado por algumas horas (aproximadamente 4 horas, ou que a medição da concentração indique no máximo 0,23 ppm de fosfina) antes do acesso às estruturas. Para a efetiva utilização ou consumo do produto deve-se observar o período de carência de 4 dias.
 
Embora após a fumigação com Fosfeto de Alumínio, não sejam encontrados resíduos perniciosos de fosfina que possam afetar a qualidade dos grãos, farinhas, etc., a legislação em vigor estabelece respectivamente os limites de 0,01 mg/kg para alimentos processados e de 0,1 mg/kg para grãos (FAO).
DESCARTE – EMBALAGENS, SACHE E PÓ RESIDUAL.
Recomendamos a leitura dos Processos de Desativação e Descarte do Hidróxido de Alumínio, localizados
na “aba” Informações Técnicas, que apresenta todas as recomendações do fabricante do inseticida
fumigante.

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